VI Fórum Municipal de Educação para a Paz
Data: 04/06/2008 - Hora: 8:00
Local: Centro de Pastoral - Venâncio Aires-RS
Convite: Os integrantes do GRUPO INTERFACE, participantes do Projeto Educação para a Paz, Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC, Yázigi, Secretaria Municipal de Educação de Venâncio Aires, divulga e convida para participar do VI Fórum Muncipal de Educação para a PAZ.
Público-alvo: Professores, estudantes, pais, funcionários, ONGs e comunidade em geral.Objetivo Geral: Criar reconhecimento público e suporte político para a introdução da Educação para a Paz em todas as esferas da educação, incluindo a educação não formal e a promoção da educação de professores, para que possam ensinar pela paz.
Escrito por ive´s às 19h36[] [envie esta mensagem] [link]
JOGOS COOPERATIVOS NA EDUCAÇÃO FÍSICA
JOGOS COOPERATIVOS E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR:
POSSIBILIDADES E DESAFIOS!
Os Jogos Cooperativos têm sido considerados uma importante proposta para Educação Física escolar. Embora carecendo de aprofundamento nos aspectos filosóficos, sociológicos, e pedagógicos, é considerada adequada para valorizar a cooperação nas aulas de Educação Física.
Quer ler na íntegra essa matéria interesante do Prof especialista em Educação Física e Psicopedagogia? Entre no link: http://www.efdeportes.com/efd107/jogos-cooperativos-e-educacao-fisica-escolar.htm
Categoria: Projetos
Escrito por ive´s às 22h59[] [envie esta mensagem] [link]
JOGOS COOPERATIVOS
Afinal de onde vem estes Jogos?
por Mônica Teixeira
extraído da seção "Entendendo os Jogos" da edição 1 do ano I da Revista Jogos Cooperativos.
Nesse mundo globalizado, super acelerado repleto de invenções e re-invenções, muitas vezes as pessoas encontram-se tão envolvidas neste contexto que vão vivendo de forma automática, reproduzindo alguns padrões sem saber porque; ou melhor sem refletir: Para que?
Os Jogos Cooperativos surgiram, da reflexão do quanto a cultura ocidental principalmente, valoriza excessivamente o individualismo e a competição.
Na verdade, os Jogos Cooperativos, não são novidade, segundo Terry Orlick "começaram a milhares de anos atrás, quando membros das comunidades tribais se uniram para celebrar a vida". Segundo Fábio Brotto, "alguns povos ancestrais, como os Inut(Alasca), Aborígenes(Austrália), Tasaday(África), Arapesh(nova Guiné), os índios norte americanos, brasileiros, entre outros, ainda praticam a vida cooperativamente através da dança, do jogo e outros rituais. Portanto, os Jogos Cooperativos, sempre existiram consciente ou inconscientemente." Sua sistemização, ocorreu a partir de vivências e experiências, na década de 50 nos Estados Unidos, através do trabalho pioneiro de Ted Lentz. Desde então, estudos e programas expandiram-se para muitos países principalmente Canadá, Venezuela, Escócia e Austrália. Hoje, sabe-se de muitos outros que desenvolvem trabalhos com os Jogos Cooperativos de forma profunda e cada vez mais ampla.
Um dos percursores dos Jogos Cooperativos é Terry Orlick, da Universidade de Ottawa no Canadá, que em 78 publicou o livro "Winning Throught Cooperation" ( Editado em português como "Vencendo a Competição) obra reconhecida mundialmente, como uma das principais fontes de inspiração e compreensão dos Jogos Cooperativos.
Segundo Terry Orlick, "a diferença principal entre Jogos Cooperativos e competitivos é que nos Jogos Cooperativos todo mundo coopera e todos ganham, pois tais jogos eliminam o medo e o sentimento de fracasso. Eles também reforçam a confiança em si mesmo, como uma pessoa digna e de valor."
A partir de 1980, iniciaram-se os primeiros passos para integrar os Jogos Cooperativos no Brasil, onde podemos destacar Fábio Otuzi Brotto, como seu principal representante. (ver entrevista pg 7)
QUER SABER MAIS? Acesse www.jogoscooperativos.com.br
Escrito por ive´s às 12h51[] [envie esta mensagem] [link]
PROJETO ANTI-BULLYING NA ESCOLA E.E.F.PROFª LEONTINA
Vejam alguns momentos do ano de 2006...
1ª série na dinâmica: "O que é o amor?"
Jogos Cooperativos no pátio da escola.
Painel: "Sou um construtor da PAZ!"
Alunos da 3ª série contruindo o painel.
Escrito por ive´s às 10h49[] [envie esta mensagem] [link]
A expressão inglesa “bullying” designa na literatura especializada um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, que ocorrem de forma velada ou explícita, entre pares (pessoas cujas relações não estão estruturadas por qualquer hierarquia), causando dor, angústia e sofrimento.
A especialista Cleo Fante, autora do livro “Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz” (Verus, 2005), desenvolveu intensas pesquisas sobre o tema, concluindo que as escolas não estão preparadas para lidar com o problema.
Depois de várias leituras e pesquisas, compreendemos que não há mais como tratar atitudes de violência na escola, como se fossem algo banal, ou, simplesmente, “coisas de estudantes”. Desde março de 2005, na Escola Estadual de Ensino Fundamental, no Bairro Santa Tecla, estamos desenvolvendo um projeto que procura prevenir as diferentes formas de violência que caracterizam, muitas vezes, as relações do alunos entre si, buscando afirmar uma “Cultura de Paz”. Utilizamos várias estratégias que intensificaram o trabalho no decorrer do ano. Primeiramente, buscamos esclarecer o que era o “fenômeno bullying” para alunos, professores e funcionários. Então, aplicamos um questionário adaptado à realidade da nossa escola e utilizado como instrumento de análise desde a Educação Infantil à 8ª série do Ensino Fundamental. O objetivo principal do estudo era diagnosticar se existia ou não o fenômeno, qual o perfil dos eventuais agressores, das vítimas e das testemunhas.
Descobrimos, assim, que o “bullying” ocorria em todas as turmas. Destacadamente, a violência apareceu em suas manifestações verbais (gozações com caráter humilhante e apelidos maldosos). Logo depois, muito perto, seguiram os relatos sobre violência em sua forma física, (tapas, chutes, empurrões, socos, etc.). Muito fortemente, apareceram, também, relatos sobre furtos ou danos produzidos aos objetos dos alunos. Além de formas de isolamento ou exclusão como ser ignorado pelo grupo, ser vítima de fofocas e comentários caluniosos, etc. Tais ocorrências também se materializaram através de mensagens pelo computador, celular ou telefone, e, ainda, com a utilização de desenhos mal-intencionados sobre colegas.
Após todo o processo de diagnóstico com os alunos, passamos a tentar sensibilizar a comunidade escolar sobre o tema. Para isto, organizamos uma palestra com a psicóloga Tânia de Oliveira, para professores, pais e alunos; fizemos uma reunião geral de professores e funcionários para maiores esclarecimentos sobre o projeto; organizamos a colaboração de um grupo voluntário de alunos para observações durante as aulas e o recreio; recolhemos a história de vida da estudante da UNISC, Pamella Tucunduva da Silva e o relato da estudante de Porto Alegre, Daniele Almeida Vuoto, que abandonou a escola por não suportar a pressão do fenômeno, etc. Passamos a desenvolver dinâmicas de grupos para valorização do ser humano; atividades cooperativas para desenvolver a inclusão, a socialização e o espírito de solidariedade; técnicas de desenho como a “bandeira pessoal”; redações, relatos; histórias infantis ilustrando a construção dos valores básicos da vida; e muito mais.
Nesta experiência nova e fascinante, uma das iniciativas que está se revelando especialmente significativa para todos é o grupo de teatro. Composto por alunos que tiveram em suas trajetórias a experiência do “bullying”, o grupo permitiu a criação de um teatro de fantoches chamado: “Bullying, brincandeiras que dóem na alma”. Atualmente, além de apresentar na nossa escola para professores e alunos, e ainda para os pais, estamos indo a outras instituições, como um alerta às direções e professores, tentando sensibilizar os demais com a mensagem principal: “Diga não ao ‘bullying’, seja um construtor da Paz!”.
Escrito por ive´s às 10h11[] [envie esta mensagem] [link]
OFICINA: EM NOME DA PAZ
Leonete Cassol
Lenir dos S. Moraes
INTRODUZINDO A TEMÁTICA:
Na roda, conversar com as crianças, solicitando que cada uma encontre o crachá com seu nome. Depois, mostrar gravuras de cenas do cotidiano (pessoas se abraçando, chorando, brincando, pessoas trabalhando, mãe cuidando do filho,...) e pedir que dêem nome para as gravuras, traduzindo "sentimento" e "ações".
Introduzir um jogo de expressão oral, completando sentenças, como:
? Em nome da paz, eu faço...
? Em nome de brincar, eu...
? Em nome da alegria, eu...
? Em nome da amizade, eu...
? Em nome da raiva, eu...
TEORIZANDO A TEMÁTICA:
1. Contar a história: Em nome da Paz (editora Dimensão, Jonas Ribeiro)
2. Conversar sobre a história, pensando: PAZ... é o nome que dou para que coisas/fatos que acontecem na vida.
3. Estabelecer uma reflexão sobre coisas que fazemos e deixam as pessoas felizes e coisas que fazemos e deixam as pessoas tristes.
4. Registrar na tabela a conversa, usando desenhos e expressões:
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PAZ |
GUERRA |
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5. Fazer um desenho retratando o que imagina quando pensa em Paz.
6. Relatar a própria história do desenho
7. Coletivo: construir uma receita usando os desenhos como ingredientes.
RECONSTRUÇÃO DA PRÁTICA:
Pensar "receitas" de coisas que precisamos para viver na família, na escola e em casa "em nome da Paz".
Pensar como entregar as pessoas e como nos contagiarmos para viver essas “saborear” essas receitas.
Bibliografia para a professora:
MALDONADO, Maria Tereza. As sementes do amor - educar crianças de 0 a 3 anos para a paz. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2003.
Escrito por ive´s às 10h03[] [envie esta mensagem] [link]
Escrito por ive´s às 20h21[] [envie esta mensagem] [link]

* Para Paulo Freire, a educação é ideológica mas dialogante e atentiva, para que se possa estabelecer a autêntica comunicação da aprendizagem, entre gente, com alma, sentimentos e emoções, desejos e sonhos. A sua pedagogia é "fundada na ética, no respeito à dignidade e à própria autonomia do educando". E é "vigilante contra todas as práticas de desumanização". É necessário que "o saber-fazer da auto reflexão crítica e o saber-ser da sabedoria exercitada ajudem a evitar a "degradação humana" e o discurso fatalista da globalização", como ele tão bem diz.
Portanto, acredito numa educação mais humana, solidária e cooperativa. Muitos problemas que surgem nas escolas que não dependem das avaliações trimestrais, mas muito mais de relacionamentos de cunho afetivo entre as pessoas que convivem dia-a-dia, e que algumas vezes nos passa desapercebidos ou então... é melhor fazer de conta que não se viu! E você? Já ouviu falar sobre o fenômeno Bullying? Leia o texto que segue.(resumido)
Bullying nas escolas
Por Diogo Dreyer
Quem nunca foi zoado ou zoou alguém na escola? Risadinhas, empurrões, fofocas, apelidos como “bola”, “rolha de poço”, “quatro-olhos”. Todo mundo já testemunhou uma dessas “brincadeirinhas” ou foi vítima delas. Mas esse comportamento, considerado normal por muitos pais, alunos e até professores, está longe de ser inocente. Ele é tão comum entre crianças e adolescentes que recebe até um nome especial: bullying. Trata-se de um termo em inglês utilizado para designar a prática de atos agressivos entre estudantes. Traduzido ao pé da letra, seria algo como intimidação. Trocando em miúdos: quem sofre com o bullying é aquele aluno perseguido, humilhado, intimidado.
E isso não deve ser encarado como brincadeira de criança. Especialistas revelam que esse fenômeno, que acontece no mundo todo, pode provocar nas vítimas desde diminuição na auto-estima até o suicídio. “bullying diz respeito a atitudes agressivas, intencionais e repetidas praticadas por um ou mais alunos contra outro. Portanto, não se trata de brincadeiras ou desentendimentos eventuais. Os estudantes que são alvos de bullying sofrem esse tipo de agressão sistematicamente”, explica o médico Aramis Lopes Neto, coordenador do primeiro estudo feito no Brasil a respeito desse assunto — “Diga não ao bullying: Programa de Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes”, realizado pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia). Segundo Aramis, “para os alvos de bullying, as conseqüências podem ser depressão, angústia, baixa auto-estima, estresse, absentismo ou evasão escolar, atitudes de autoflagelação e suicídio, enquanto os autores dessa prática podem adotar comportamentos de risco, atitudes delinqüentes ou criminosas e acabar tornando-se adultos violentos”.
Motivação
Segundo Aramis, os motivos que levam a esse tipo de violência são extremamente variados e estão relacionados com as experiências que cada aluno tem em sua família e/ou comunidade: “Famílias desestruturadas, com relações afetivas de baixa qualidade, em que a violência doméstica é real ou em que a criança representa o papel de bode expiatório para todas as dificuldades e mazelas são as fontes mais comuns de autores ou alvos de bullying”.
Origem
O bullying começou a ser pesquisado cerca de dez anos atrás na Europa, quando se descobriu o que estava por trás de muitas tentativas de suicídio entre adolescentes. Sem receber a atenção da escola ou dos pais, que geralmente achavam as ofensas bobas demais para terem maiores conseqüências, o jovem recorria a uma medida desesperada. Atualmente, todas as escolas do Reino Unido já implantaram políticas anti-bullying.
Os estudos da Abrapia demonstram que não há diferenças significativas entre as escolas avaliadas e os dados internacionais.
Para quem é vítima de algum desses tipos de humilhação, a saída é “se abrir”, ou seja, procurar ajuda, começando pelos próprios pais. E quem tem um filho passando por esse problema precisa mostrar-se disponível para ouvi-lo. Nunca se deve aconselhá-lo a revidar a agressão; mas, sim, esclarecer que ele não é culpado pelo que está acontecendo. Também é fundamental entrar em contato com a escola.
Mas, se os pais não têm certeza de que seu filho sofre com essa violência, podem ficar atentos aos seguintes aspectos: “Os alunos-alvo são crianças ou adolescentes que são, sistematicamente, discriminadas, humilhadas ou intimidadas por outros colegas. Geralmente, eles têm poucos amigos, procuram se isolar do grupo e são identificados por algum tipo de diferença física ou comportamental. Além disso, têm dificuldades ou inabilidades que os impedem de buscar ajuda, são desesperançados quanto a sua aceitação no grupo e tendem a um comportamento introvertido”, explica Aramis.
Especialistas do mundo inteiro concordam sobre o fato de que o papel dos pais — tanto de alunos agressores como de agredidos — é fundamental para combater a violência moral nas escolas e de que eles precisam saber lidar com a situação. No caso dos pais de agressores, é preciso que se convençam e mostrem aos filhos que esse comportamento é prejudicial a eles. “De acordo com dados obtidos em trabalhos internacionais, não existe escola sem bullying. O objetivo é alterar a forma de avaliação do que é uma brincadeira e do que é bullying, mudando o enfoque da questão para a valorização do sentimento de quem sofre bullying, ou seja, respeitando seu sofrimento e buscando soluções que amenizem ou interrompam isso”, diz o coordenador da Abrapia. “Os autores de bullying podem se tornar líderes entre os alunos por disseminarem o medo e estarem repetindo seu modelo familiar, em que a afetividade é pobre ou a autoridade é imposta por meio de atitudes agressivas ou violentas”, completa.
Segundo Aramis, a única maneira de combater esse tipo de prática é a cooperação por parte de todos os envolvidos: professores, funcionários, alunos e pais: “Todos devem estar de acordo com o compromisso de que o bullying não será mais tolerado. As estratégias utilizadas devem ser definidas em cada escola, observando-se suas características e as de sua população. O incentivo ao protagonismo dos alunos, permitindo sua participação nas decisões e no desenvolvimento do projeto, é uma garantia ainda maior de sucesso. Não há, geralmente, necessidade de atuação de profissionais especializados; a própria comunidade escolar pode identificar seus problemas e apontar as melhores soluções”. Para o médico, a receita é promover um ambiente escolar seguro e sadio, onde haja amizade, solidariedade e respeito às características individuais de cada um de seus alunos. “Enfim, é fundamental que se construa uma escola que não se restrinja a ensinar apenas o conteúdo programático, mas também onde se eduquem as crianças e adolescentes para a prática de uma cidadania justa”, finaliza.
Escrito por ive´s às 23h18[] [envie esta mensagem] [link]
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