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FENÔMENO BULLYING NA ESCOLA – ESTAMOS PREPARADOS?



A expressão inglesa “bullying” designa na literatura especializada um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, que ocorrem de forma velada ou explícita, entre pares (pessoas cujas relações não estão estruturadas por qualquer hierarquia), causando dor, angústia e sofrimento.


A especialista Cleo Fante, autora do livro “Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz” (Verus, 2005), desenvolveu intensas pesquisas sobre o tema, concluindo que as escolas não estão preparadas para lidar com o problema.


Depois de várias leituras e pesquisas, compreendemos que não há mais como tratar atitudes de violência na escola, como se fossem algo banal, ou, simplesmente, “coisas de estudantes”. Desde março de 2005, na Escola Estadual de Ensino Fundamental, no Bairro Santa Tecla, estamos desenvolvendo um projeto que procura prevenir as diferentes formas de violência que caracterizam, muitas vezes, as relações do alunos entre si, buscando afirmar uma “Cultura de Paz”. Utilizamos várias estratégias que intensificaram o trabalho no decorrer do ano. Primeiramente, buscamos esclarecer o que era o “fenômeno bullying” para alunos, professores e funcionários. Então, aplicamos um questionário adaptado à realidade da nossa escola e utilizado como instrumento de análise desde a Educação Infantil à 8ª série do Ensino Fundamental. O objetivo principal do estudo era diagnosticar se existia ou não o fenômeno, qual o perfil dos eventuais agressores, das vítimas e das testemunhas.


Descobrimos, assim, que o “bullying” ocorria em todas as turmas. Destacadamente, a violência apareceu em suas manifestações verbais (gozações com caráter humilhante e apelidos maldosos). Logo depois, muito perto, seguiram os relatos sobre violência em sua forma física, (tapas, chutes, empurrões, socos, etc.). Muito fortemente, apareceram, também, relatos sobre furtos ou danos produzidos aos objetos dos alunos. Além de formas de isolamento ou exclusão como ser ignorado pelo grupo, ser vítima de fofocas e comentários caluniosos, etc. Tais ocorrências também se materializaram através de mensagens pelo computador, celular ou telefone, e, ainda, com a utilização de desenhos mal-intencionados sobre colegas.


Após todo o processo de diagnóstico com os alunos, passamos a tentar sensibilizar a comunidade escolar sobre o tema. Para isto, organizamos uma palestra com a psicóloga Tânia de Oliveira, para professores, pais e alunos; fizemos uma reunião geral de professores e funcionários para maiores esclarecimentos sobre o projeto; organizamos a colaboração de um grupo voluntário de alunos para observações durante as aulas e o recreio; recolhemos a história de vida da estudante da UNISC, Pamella Tucunduva da Silva e o relato da estudante de Porto Alegre, Daniele Almeida Vuoto, que abandonou a escola por não suportar a pressão do fenômeno, etc. Passamos a desenvolver dinâmicas de grupos para valorização do ser humano; atividades cooperativas para desenvolver a inclusão, a socialização e o espírito de solidariedade; técnicas de desenho como a “bandeira pessoal”; redações, relatos; histórias infantis ilustrando a construção dos valores básicos da vida; e muito mais.


Nesta experiência nova e fascinante, uma das iniciativas que está se revelando especialmente significativa para todos é o grupo de teatro. Composto por alunos que tiveram em suas trajetórias a experiência do “bullying”, o grupo permitiu a criação de um teatro de fantoches chamado: “Bullying, brincandeiras que dóem na alma”. Atualmente, além de apresentar na nossa escola para professores e alunos, e ainda para os pais, estamos indo a outras instituições, como um alerta às direções e professores, tentando sensibilizar os demais com a mensagem principal: “Diga não ao ‘bullying’, seja um construtor da Paz!”.



Profª Ivete Schwingel- coordenadora doProjeto anti-bullying na Escola



Escrito por ive´s às 10h11
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OFICINA: EM NOME DA PAZ

Leonete Cassol
Lenir dos S. Moraes

INTRODUZINDO A TEMÁTICA:
Na roda, conversar com as crianças, solicitando que cada uma encontre o crachá com seu nome. Depois, mostrar gravuras de cenas do cotidiano (pessoas se abraçando, chorando, brincando, pessoas trabalhando, mãe cuidando do filho,...) e pedir que dêem nome para as gravuras, traduzindo "sentimento" e "ações".
Introduzir um jogo de expressão oral, completando sentenças, como:
? Em nome da paz, eu faço...
? Em nome de brincar, eu...
? Em nome da alegria, eu...
? Em nome da amizade, eu...
? Em nome da raiva, eu...

TEORIZANDO A TEMÁTICA:
1. Contar a história: Em nome da Paz (editora Dimensão, Jonas Ribeiro)
2. Conversar sobre a história, pensando: PAZ... é o nome que dou para que coisas/fatos que acontecem na vida.
3. Estabelecer uma reflexão sobre coisas que fazemos e deixam as pessoas felizes e coisas que fazemos e deixam as pessoas tristes.
4. Registrar na tabela a conversa, usando desenhos e expressões:

PAZ

GUERRA

 

 

5. Fazer um desenho retratando o que imagina quando pensa em Paz.
6. Relatar a própria história do desenho
7. Coletivo: construir uma receita usando os desenhos como ingredientes.

RECONSTRUÇÃO DA PRÁTICA:
Pensar "receitas" de coisas que precisamos para viver na família, na escola e em casa "em nome da Paz".
Pensar como entregar as pessoas e como nos contagiarmos para viver essas “saborear” essas receitas.

Bibliografia para a professora:
MALDONADO, Maria Tereza. As sementes do amor - educar crianças de 0 a 3 anos para a paz. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2003.

 

 



Escrito por ive´s às 10h03
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